Da janela

Acordo com a luz que nasce de uma fresta na janela
É a vida nova que se anuncia no dia que chega
Resisto-lhe, ainda não é a minha hora de sair do covil
Aqui nada me castiga mas também pouca vida vivo
Há mortes lentas melhores que esta, penso
Será que me faltam pernas para correr até longe?
E ser mais do que já fui, ainda que menos que tantos outros
Chegou o tempo de sair do pouso, do conforto dormente
Eu, todos
E partir, como barcos, que não foram feitos para ficar no porto

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