Os ventos que também são homens

É do mar que sopra esse vento salgado

Sabe a fresco, se é que o etéreo tem sabor

Traz com ele os acordes das águas e das suas marés

Parece querer ser sinfónico, regido por batuta e tudo

Alguém o manda assim, sonoro e com gosto

E perfumado também, de tantos aromas num

Entra-te pela sala adentro, por ti adentro

Busca-te, é certo, por ti viajou, sabe-se lá de onde

Até chegar, onde estás, cansada mas em paz

Para te envolver no seu embalo suave de fim de noite

E se deitar, contigo, nesse sonho que nele existe

Porque os ventos às vezes também são homens

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