Todo o fel do mundo

É estreito o caminho que faço esta noite

Está mais agreste que antes, se me recordo

As pedras soltas na terra molhada sabem-no

Desafiam-me, escorregadias, tentando vergar os meus passos

Aliam-se ao breu na luta que travamos

A espaços vencem-me, as malditas

Mas não me quebram, se caio sei crescer de novo

Faço da reerguida a minha história, dia após dia

É esse sabor, a sua seiva, que me guia a marcha

Aceito os testes, as dores, até acolho os medos

Os negros da estrada também a definem

Não é só a luz que me abre o horizonte

Sim, sou feito de opostos tanto quanto de linhas direitas

Que venha pois todo o fel do mundo

Atreva-se a tentar parar o meu andar

Rir-me-ei na sua cara mil vezes, de escárnio

E aqui estarei, em pedra e cal vestido, até que chegue o meu fim

Do dia, do caminho, da vida

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