Todas as luzes

Fecho os olhos e é todo o teu sorriso que vejo

Redondo no meu, a sublimar o mundo

É o princípio e o fim de tudo, a cada dia

Aurora, madrugada, entardecer, pôr-do-sol

Estás em todos os momentos da luz, e és dela o Ser

Nasces-me e ocasas-me, num contínuo que é o meu presente

És a claridade e o lusco-fusco que me domina

Avassaladora na tua suave singularidade, entras-me

Aceito o domínio que sobre mim exerces, sem esforço

Entrego-me a ele, a ti, sem lutar contra a vontade que não controlo

Em tudo me és natural, até na posse que te permito

De mim te sinto seres feita, parte, todo, um

E por assim te ter na medida em que me tens, sorrio

Era aqui que sempre quis estar, perdido por ti

No encontro do que não me sabia ser antes de seres

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