O suave dedilhar dos dias

Quando cheguei a água estava dormente

Fora-se o vento da manhã, o que a agita

Barcos à vela caçada sofriam por essa perda

As crianças alcançavam-nos agora desde a costa

Vitoriosas da impossível corrida a nado de antes

Marinheiros mal fardados sorriam ao puxá-las para bordo

Era um consolo seu para a preguiça dos elementos

A monotonia que assentara no dia aborrecia-os

Que alegria vê-las a pular de volta para o mar, de corpo solto

E de novo subirem, com felicidade redobrada

Num ciclo de diversão que mimetiza a sua vida despreocupada

Seria bom ser assim tão claro de corpo e espírito

Livre dos pesados grilhões do que é ou não suposto

Também do que me auto imponho em inconsciência

Quero essa leveza de ser, o suave dedilhar dos dias

Risos vindos de longe sem filtros de vozes cansadas

O fresco de mãos molhadas na minha pele num dia de Verão

Coisas simples que me preenchem o desejo

Verdades feitas de mim sem mais do que sou, eu

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